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Campanhas de Monitoramento de Água Subterrânea

As Campanhas de Monitoramento de Água Subterrânea consistem em avaliações para a verificação da evolução das concentrações das substâncias de interesse (SQIs) no aquífero local.

Segundo a Decisão de Diretoria nº 038/2017/C da CETESB, as Campanhas de Monitoramento de Água Subterrânea são realizadas quando, após a etapa de Avaliação de Risco, foram observadas concentrações das SQIs abaixo das concentrações máximas aceitáveis calculadas (CMA) e não terem sido verificadas quaisquer das situações indicadas no artigo 36 do Decreto nº 59.263/2013.

Além disso, as Campanhas de monitoramento podem ser aplicadas quando o Plano de Intervenção indicar somente a necessidade de implementação de medidas de controle institucional e/ou de medidas de engenharia ou quando as metas de remediação definidas foram atingidas pela aplicação de medidas de remediação.

A periodicidade e a quantidade das Campanhas de Monitoramento a serem executadas são definidas pelo responsável legal, juntamente com o responsável técnico, e variam de acordo com o Modelo Conceitual da área.

O exemplo mais comum de periodicidade adotada de monitoramento é por dois ciclos hidrológicos, no período de cheia e de seca, o que equivale a quatro campanhas semestrais de monitoramentos para encerramento.

O procedimento para a execução dos trabalhos deve seguir a norma da ABNT NBR nº 15.847, de julho de 2010 e para a coleta deve ser utilizado o método de purga mais adequado, de modo que a amostra de água subterrânea seja representativa do meio amostrado.

Os métodos utilizados para purga são: o bailer (tubo transparente de polietileno) ou a bomba de baixa vazão (low flow).  A amostragem com bomba de baixa vazão é mais recomendada por provocar uma menor agitação no aquífero, diminuindo a suspensão de sedimentos. Ainda, no método de baixa vazão, é realizada a leitura dos parâmetros físico-químicos do aquífero local.

As amostras coletadas devem ser acondicionadas em frascos específicos para cada parâmetro, com presença de preservantes caso seja necessário, e devidamente identificadas. Ainda, devem ser mantidas refrigeradas à temperatura de 4±2 ºC desde o momento da coleta até a entrega no laboratório.

Após as análises químicas feitas pelo laboratório e tratamento de dados, são elaborados mapas de isoconcentrações das SQIs da área de estudo, caso seja aplicável, que mostram a distribuição e delimitação dessas substâncias no aquífero local, possibilitando também a comparação da evolução ao longo das campanhas de monitoramento.

A partir da compilação e tratamento dos dados, é possível avaliar o comportamento das SQIs e concluir se as ações tomadas, foram suficientes para o gerenciamento da contaminação, viabilizando a reabilitação para uso declarado e encerrando o processo de Gerenciamento de Áreas Contaminadas.

Caso haja aumento das concentrações das substâncias que ultrapassem as CMAs estabelecidas para a área, as ações propostas no Plano de Intervenção devem ser revistas e novas ações devem ser avaliadas, para gerenciamento do risco e entendimento do motivo da elevação.

A RAÍZCON possui experiência para ajudar a adotar as melhores estratégias para cada caso específico, com análise crítica e empenho para atingir os melhores resultados, reduzindo o tempo do processo de reabilitação da área.

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Felipe Prenholato

Realizou cursos de especialização em Sistema de Gestão Integrado (SGI) e Licenciamento Ambiental.

Atualmente, atua como Diretor Executivo da RAÍZCON, trazendo seus conhecimentos e visão estratégica de negócios para o mercado ambiental, de forma a auxiliar os empreendedores nas questões ambientais.

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