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Investigação Confirmatória

A Investigação Confirmatória é a segunda etapa do processo de Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC), sendo realizada após a condução do estudo de Avaliação Preliminar.

Esta etapa tem como principal objetivo confirmar a existência ou ausência de contaminação nas áreas que foram identificadas na Avaliação Preliminar.

Saiba quais são todas as etapas do GAC aqui.

Engana-se quem pensa que para confirmar a presença de contaminantes no imóvel basta “fazer um furo” no solo e enviar uma amostra para análise no laboratório.

As estratégias de investigação e determinação das análises devem seguir o Plano de Investigação Confirmatória que deve ser elaborado com base no estudo de Avaliação Preliminar, especificamente para a área em avaliação.

Muitas vezes, devidos às incertezas sobre a localização das fontes do local, são utilizadas técnicas de varredura para um primeiro mapeamento da presença de substâncias e, posteriormente, o posicionamento de sondagens investigativas nas áreas alvo.

Exemplos de estratégias de varredura que podem ser empregadas quando há incertezas sobre as fontes são: amostragem multi-incremento, geofísica, amostradores passivos, entre outras, sendo que cada técnica tem suas características e sua aplicação deve ser avaliada tecnicamente.

Ressalta-se que também é importante obter informações sobre o meio físico local, por meio da avaliação dos perfis litológicos e definição das unidades hidroestratigráficas locais na Investigação Confirmatória, que é fundamental para o entendimento das zonas de fluxo e de retenção dos contaminantes.

Já para a execução de sondagens investigativas em fontes cuja localização e substâncias químicas de interesse são conhecidas, podem ser utilizados diversos métodos mecânicos e manuais, para execução de sondagens investigativas. Vale destacar que há vários métodos e avaliação do mais indicado deve ser realizado por profissionais qualificados.

Um dos métodos mais convencionais são as sondagens manuais, para investigações em menores profundidades, que ocorrem através do uso de trado manual e equipamento composto por hastes com roscas ou engates rápidos e compartimento coletor de amostra (em aço inox).

Através de método percussivo, os amostradores que possuem no seu interior tubos do tipo liner de PVC transparente, são cravados no solo para a coleta de amostras. Este método permite executar uma amostragem contínua de todo o perfil do solo, sem contato direto com o meio externo e coletar a amostra na profundidade desejada.

A seleção da alíquota de solo a ser amostrada pode ser realizada através da medição de compostos orgânicos voláteis com equipamento portátil nos liners (PID), caso essas sejam as substâncias químicas de interesse.

Para a realização de coleta de amostras de água subterrânea conforme norma ISO/IEC n° 17025, inicialmente é necessária a instalação de poços de monitoramento, sendo que há diversos métodos para essa finalidade.

Para a execução desses procedimentos, é importante que sejam seguidas metodologias especificas conforme normas vigentes, visando conduzir de forma eficiente a Investigação Confirmatória.

Os dados das análises químicas resultantes das coletas em campo de solo e água subterrânea deverão ser comparados com os Valores de Investigação para solos e águas subterrâneas definidos pela Resolução CONAMA nº 420/2009 ou pela normativa regional.

No estado de São Paulo, atualmente, seguimos os valores orientadores estabelecidos pela CETESB, por meio da Decisão de Diretoria nº 125/2021/E, de 09 de dezembro de 2021.

Para as substâncias químicas de interesse ou meios não contemplados nas listas nacionais, deverão ser utilizados os valores definidos na última atualização dos Regional Screening Levels (RSLs), desenvolvidos pela United States Environmental Protection Agency (USEPA) ou calculados a partir da Planilha de Avaliação de Risco da CETESB.

Ressalta-se a importância de se estabelecer o padrão de referência, das amostras de solo, específico para o cenário de uso e ocupação existente na área, atual ou futuro, enquadrando-o em um dos 3 cenários possíveis: comercial/industrial, residencial ou agrícola.

Após a finalização da Investigação Confirmatória, caso os resultados confirmem a contaminação na área, o responsável legal deverá seguir com as próximas etapas do gerenciamento e avaliar a possível existência de riscos aos receptores locais e potencialmente expostos.

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Felipe Prenholato

Realizou cursos de especialização em Sistema de Gestão Integrado (SGI) e Licenciamento Ambiental.

Atualmente, atua como Diretor Executivo da RAÍZCON, trazendo seus conhecimentos e visão estratégica de negócios para o mercado ambiental, de forma a auxiliar os empreendedores nas questões ambientais.

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